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28 maio 2009

Variáveis (básico) – Aprender programação com o AutoIt

No terceiro artigo da série “Aprender programação com o AutoIt”, vamos falar sobre variáveis. Uma das coisas mais básicas na programação, é a necessidade de guardar informação, recolhida no momento, pelo utilizador ou por outro (ex: hora actual, temperatura do CPU, etc.), e ser usada mais tarde.

Mas afinal o que são variáveis? Variáveis são lugares na memoria que se pode reservar e/ou guardar informação nesse espaço, para ser utilizada depois.

Cada variável tem que ser sempre identificada por um nome, para que depois se saiba a qual é que se está a guardar/buscar informação dela. Qualquer nome que se dê a uma variável e para que se possa distinguir, temos também de colocar o prefixo “$” antes do nome da variável. Com isto identificamos o que são variáveis.

Exemplo de uma variável:

$nome_da_variavel

Atribuindo informação a variáveis

Para que uma variável funcione para alguma coisa temos que lhe dar alguma informação para guardar. E para isso atribuímos da seguinte forma:

$nome_variavel = 1
$nome_variavel2 = "Olá Mundo!"
$nome_variavel3 = "2 pardais"
$nome_variavel4 = $nome_variavel2

Explicação:

  • Na primeira variável ($nome_variavel) atribuímos o número “1”, ou seja, se essa variável for usada ele vai devolver o número “1”.
  • Na segunda variável atribuímos o texto “Olá Mundo!”, e tem a diferença que o que atribuímos está entre aspas (“”). Isto tem de ser sempre usado quando se escreve texto para uma variável guardar (mesmo que seja só 1 carácter).
  • Na terceira variável contem números e letras, neste caso também é sempre necessário usar aspas (“”), apesar de conter números, é necessário pois também contém letras.
  • Na quarta variável é outra opção que podemos fazer: atribuir a uma variável outra variável. Ou seja neste caso esta variável ($nome_variavel4) tem o mesmo conteúdo da segunda variável ($nome_variavel2), que é “Olá Mundo!

Utilização de variáveis

Existem algumas regras quanto a utilização de variáveis:

  • Tem de ser primeiro atribuída alguma informação ou ser declarada
  • O nome da variável só pode conter:
    • Números (0-9)
    • Letras minúsculas ou maiúsculas e sem acentos (a-z, A-Z)
    • Carácter “_” (underscore)


Declarar variáveis

Embora isto seja opcional no AutoIt, noutras linguagens as vezes isto pode ser obrigatório e até mesmo especificar qual o tipo (inteiro, real, etc.). Mas também tem algumas vantagens:

  • Não ser necessário atribuir informação a guardar
  • Colocar a variável apenas disponível numa parte do código.

Exemplo

Dim $a = 1
Local $b = 2
Global $c = 3

Explicação: Na primeira variável, apenas declaramos a variável. No segundo exemplo a variável apenas fica disponível dentro daquela função (variável local). No terceiro exemplo se a variável ficar numa função, fica na mesma disponível no programa todo (variável global).

Poderá não perceber muito bem a explicação pois estamos a falar de uma coisa nova: funções. Mas para não complicar hoje não iremos falar sobre isso. Esta explicação é só para ficarem com uma pequena ideia. Um dia explicaremos o que isso é.


Variáveis constantes

Uma variável, como o nome diz: “que pode variar”. As variáveis constantes, também são como o nome diz “constantes, não mudam”. Ou seja se declararmos uma variável constante com um valor, esse valor nunca mais se irá alterar. Isto pode ser útil para quando queremos de propósito que uma variável nunca altere o valor, e que para o caso de fizermos algum erro na escrita do programa, essa mesma variável não altere o seu valor por acidente.

Exemplo

Const $ano = 2009
Const Local $const_local = "Portugues"
Const Global $const_global = "Terra"

Explicação: Como no caso das variáveis normais, também podemos declarar variáveis locais e globais. Mas existem algumas diferenças nas variáveis constantes:

  • Têm de ser declaradas
  • Tem de atribuir o conteúdo na declaração


Mostrar o conteúdo das variáveis ao utilizador

Irei mostrar um exemplo de uma das maneiras de mostrar o conteúdo das variáveis.

Exemplo

$variavel1 = "Olá João!"
MsgBox(0, "Mensagem", $variavel1)
$variavel2 = 4
MsgBox(0, "2 + 2 = " & $variavel2)

Poderá reparar que ao mostrar a segunda variável, encontramos uma coisa diferente do normal, o carácter “&”, mas isso será explicado num outro artigo :D. E também não é necessário dizer qual é o resultado de 2 + 2, pois o AutoIt, pode fazer isso por nós. Mas isso será abordado no próximo artigo da série.

Por hoje é tudo, e não se esqueça: Qualquer dúvida, não hesite! Coloque-a aqui!

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26 maio 2009

Olá Mundo! – Aprender programação com o AutoIt

Continuando a serie “Aprender programação com o AutoIt”, vamos falar do primeiro exemplo de introdução ao AutoIt, o famoso “Hello Word!” ou em português “Olá Mundo!”. Se não leu o artigo de introdução à programação leia isto: Introdução - Aprender programação com o AutoIt

Mas primeiro temos de ter o AutoIt instalado, e para isso vamos aqui: Download AutoIt v3.3.1.0 BETA

Eu recomendo a versão acima, mas se tem um “fetiche” nas versões BETA, instale a versão estável aqui: Download AutoIt v3.3.0.0

Nota: O exemplo dado funciona em ambas as versões.

Agora que está feito o download e instalado (se quiser, existe versão portable), iniciamos o editor SciTE. O SciTE é um editor de texto indicado para programadores, neste caso para programação AutoIt; pois ele permite: editar, compilar e testar. Na realidade pode-se usar qualquer editor de texto, até mesmo o Bloco de Notas do Windows. Mas não tem a mesma vantagem em relação ao SciTE.

Funcionalidades do ScitTE:

  • Suporte nativo ao AutoIt
  • Abertura de vários ficheiros na mesma janela (tabs)
  • Destaque de sintaxe
  • Software Livre (Open Source)
  • Disponível em Português
  • Listagem das funções
  • Indentação automática
  • Auto conclusão
  • Integração com o compilador
  • Gravação de macros
  • Suporte a ASCII, UTF-8, UTF-16
  • Entre outros

Bem, agora que já vimos que se usarmos o SciTE só traz vantagens, vamos então iniciar o programa em: Menu Iniciar –> Todos os Programas –> AutoIt v3 –> SciTE Script Editor.

Agora que já iniciamos o SciTE, vamos então para o nosso primeiro script!

O famoso “Olá Mundo” (Hello World!), é escrito através do comando “MsgBox”.

O comando “MsgBox”, por palavras simples significa: Mensagem de texto. E é mesmo isso o que ele faz. Na linguagem BASIC a sintaxe é escrita assim: [comando] ( [parâmetros] ). Então explicando melhor o comando “MsgBox”:

MsgBox("", "Titulo da janela", "Mensagem")

Nota: O comando “MsgBox” contem outros parâmetros de personalização, mas para simplificar foram apenas colocados os principais. Se tiver curiosidade em esses outros parâmetros consulte o ficheiro de ajuda, incluído na instalação.

Então o nosso primeiro script fica assim:

MsgBox("", "Mensagem", "Olá Mundo!")

Simplesmente escreva esta linha no editor, não é necessário escrever mais nada.

Agora para ver o resultado clique no menu em: “Tools” –> “Go” ou simplesmente carregue “F5”.

E já está! Por hoje é tudo, fique à espera do próximo artigo!

Download código fonte | Download executável

Qualquer dúvida, não hesite! Coloque-a aqui!

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22 maio 2009

Introdução - Aprender programação com o AutoIt

Hoje vai começar o primeiro artigo da série: Aprender programação com o AutoIt. Esta série tem como objectivo, ensinar a programar com base no AutoIt, pois para mim é uma linguagem muito parecida com as linguagens comerciais. E actualmente, como ninguém quer gastar dinheiro, o AutoIt é a linguagem eleita.

Programação é a introdução de dados para o computador a fim de interpretar e executar, para fazer determinada tarefa. Tudo o processo, desde quando se liga o computador até quando vai imprimir o que acabou de escrever, foi programado por alguém. O computador está disposto a fazer o que nós bem quisermos, desde que lhe demos os procedimentos correctos para executar a tarefa.

E para darmos os procedimentos, usamos uma linguagem de programação por escrito. Na realidade o computador só entende uma linguagem, o código máquina: uma sequencia de 0 (zero [desligado]) e 1 (um [ligado]). Mas essa linguagem seria muito difícil de nós interpretarmos. Por isso, existem as linguagens de programação, são até chamadas de linguagens de programação de alto nível. São linguagens compressíveis pelos humanos, normalmente com palavras (keywords) em inglês. Mas, como o computador entende essa linguagem, se só “percebe” 0 e 1?

Agora é que entra o compilador. Quando o programador quer testar as instruções para o computador (código), primeiro terá de executar o compilador. O compilador feito para essa linguagem; interpreta o código, e depois converte esse código para o código máquina. O processo de compilação difere de linguagem para linguagem, mas normalmente faz isto:

  1. Analise lexicográfica [scanner] (analisa o código, de modo a não ter erros de escrita)
  2. Analise sintáctica [parser] (analisa o código, convertendo-o para um código estruturado [código objecto])
  3. Gerador de código intermédio (gera o código máquina não optimizado)
  4. Optimização do código intermédio (optimiza o código, de forma a ser um ficheiro mais pequeno e mais rápido de executar)
  5. Gera o ficheiro executável (ficheiro totalmente convertido e optimizado para código máquina)

E o AutoIt é uma das milhares de linguagens de programação, que utiliza uma linguagem perceptível ao humano e depois converte para código máquina.

Conclusão Para mim programar é uma coisa divertida, pois eu gosto de saber como as coisas se fazem e que funcionem ao meu gosto.

O limite para a programação é a sua imaginação. É uma arte! Sim, programar é uma arte; pois ninguém programa da mesma forma. Para se fazer um procedimento existem 1001 maneiras de se fazer!

Bem por hoje é tudo, e no próximo artigo, vamos começar já com o básico da programação em AutoIt!

Qualquer dúvida, não hesite! Coloque-a aqui!

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